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Miguel, O Amante

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Miguel, O Amante
Onde foste tu, com tanta pressa de fugir? Onde estavas era mau, onde te encontras está a ruir…

O seu corpo estremecia ao sentir a ponta da minha língua enquanto esta se enrolava à volta do seu pénis…

Queixamo-nos das nossas derrotas, duras e insolúveis como uma montanha, quando fomos nós que caminhámos na sua direcção mesmo quando esta era visível no horizonte. No entanto, para que serve um enquadramento que nos coage a um exército de pessoas completamente iguais e chatas, ignorantes das maravilhas que as rodeiam, da simplicidade de ser feliz, enquanto se auto-mutilam e mergulham a sua vida em depressões?

No fim de contas, não será a quantidade de presentes que recebes, mas sim as horas de sono que te tiram, correcto?

Assim deve ser a tua posição perante alguém, sendo especial da tua própria forma, única e exigente com a reciprocidade do valor que aplicas a essa pessoa, as horas de sono que tiras e as que te são tiradas. És também responsável por decidir até que ponto queres fugir de tanto escuro.

A pressa de nos libertar deste enredo pode afundar-te ainda mais na depressão, pois nem sempre estamos prontos a largar determinadas pessoas da nossa vida ou vícios do quotidiano. Às vezes elas próprias tratam disso sozinhas, outras vezes o tempo esse sim, será o teu melhor amigo.

Durante meses andamos nesta brincadeira errónea.
Encontros marcados ao minuto para a mulher não desconfiar e uma pequena paixoneta que começa a surgir. Tudo era meticulosamente calculado ao segundo. O pouco que estava com o Miguel era para aproveitar ao máximo.

Este tipo de envolvimento não era de todo estranho ao Miguel, pois muito antes do nascimento do filho ou até do próprio casamento este tinha tido vários envolvimentos voláteis.

Chegámos ao verão e o negócio do Miguel vai de vento em popa. Os turistas chegaram e com eles o rendimento extra ao final do mês. Não atrapalhei o Miguel nesta altura, pois ele já me tinha avisado que isto eventualmente poderia acontecer e depois acrescentou os dias de férias com a família no Alentejo.

Dez semanas se passaram até o ter novamente nos meus braços.

“Princesinha, posso ver-te hoje?”

Não contava com aquela mensagem. Há tanto tempo que não sabia nada dele. Aquela mensagem reacendeu a pequena chama que tinha pelo Miguel. Sem mais demoras apressei-me a responder-lhe:

“Minha casa. Quando puderes. Hoje.”

O meu coração quase que me saltava da boca. Estava em pulgas! Tanto que comecei a arrumar o meu apartamento e até coloquei lençóis lavados na cama. Queria criar algo especial, memorável. Algemas, vibrador, garrafa de vinho tinto, já aberta para ir respirando, dois copos e creme hidratante para lhe fazer uma massagem relaxante depois de um banho.

As horas foram passando e o Miguel sem dar sinais de vida. O meu entusiasmo foi decrescendo.

Eram perto das onze da noite quando me bate à porta de casa. Ao abrir-lhe a porta esboço-lhe o meu maior sorriso, contudo o que recebo é um beijo rápido nos lábios e uma cara de poucos amigos. Encaminha-se para a sala de estar. Enquanto fecho a porta questiono-o:

– Que se passa?
– Não estou nos meus melhores dias. Talvez devesse ter mandado mensagem a remarcar.

Ouvi-lo dizer aquilo daquela maneira a minha agitação foi-se dissipando.

Durante o pouco tempo que estivemos à conversa o tema central foram os problemas em casa com a Beatriz e com o filho dele. Até ai tudo bem, mas quando chega à parte do “Eu ainda quero uma menina” e ainda acrescenta “Nós já falamos sobre isso, ela também quer”, a minha disposição mudou completamente. Já não me apetecia fazer nada com aquela criatura, só esperava que o vinho ajudasse, pois há muito tempo que estava a pão e a água.

Com aquela conversa angustiante fui bebendo copo, atrás de copo. Nem uma carícia trocamos até que finalmente o vinho faz o seu efeito.

O calor apodera-se do meu corpo. Salto para o seu colo e beijo-o vorazmente. Não conseguia esperar mais. Tirei-lhe rapidamente a camisa enquanto íamos trocando beijos e pequenas carícias. Começo a beijar-lhe o pescoço, depois o peito, a barriga, até que chego ao botão das suas calças. Coloco-me de joelhos entre as suas pernas, e retiro-lhe aquelas calças que me começavam a irritar: a minha última barreira antes de ter o que quero. Quando lhe tiro finalmente os boxers deixo o seu pénis já erecto saltar fora daquelas vestes incomodativas.

Ao vê-lo crescer diante dos meus olhos fiquei admirada, suspirante e ainda mais excitada do que já estava antes de o observar, o seu pénis com uma cabeça tão rosada como uma cereja e tão palpitante e suculenta. Não esperei muito até lhe sentir o sabor. Ele chamava por mim, chamava pela minha língua agitada e ansiosa.

Coloquei à vez cada um dos seus testículos na minha boca enquanto que com as mãos: uma estimulava o seu pénis, cada vez mais endurecido, e com o dedo indicador da mão contrária, ia fazendo círculos vagarosos ao longo do seu ânus. O seu corpo estremecia ao sentir a ponta da minha língua enquanto esta se enrolava à volta do seu pénis.

Quis sentir o seu sabor. O Miguel agarrava-me nos cabelos e começava a puxar a cabeça para cima e para baixo. Começo a gemer sobre o seu pénis. Ele segue-me com um gemido tão gostoso de se ouvir que fiquei ainda mais humedecida. Sinto o seu esperma encher-me a boca, mas eu não paro com as minhas investidas, engulo o seu doce néctar e continuo em lentas investidas.

Aos poucos afasto-me do seu delicioso pénis para ir buscar um preservativo que rapidamente o coloco na boca e depois abocanho novamente o seu pénis. Desenrolo o preservativo calmamente, enquanto que com uma mão vou acariciando os seus testículos. Está mais que teso, urgente. Salto para o seu colo e rapidamente meto o seu pénis palpitante dentro de mim.

Estou tão quente, tão apertada, tão excitada. Enterro-me nele, com calma e com todo o tempo do mundo. Dou três penetrações lentas até começar a rodar as andas. As suas mãos seguram na sua cabeça. Nem um toque na minha pele. Tento colocar um mamilo na sua boca, sem muitas demoras lambe-o mas velozmente o deixa.

Esta maneira de ser, a postura que mantém enquanto está comigo deixa-me fora de mim. Estou prestes a atingir o orgasmo. Aperto a sua mão contra a minha cintura. Quero que ele me agarre, quero que ele aja.

Os nossos corpos estão tão quentes, corações acelerados e respirações ofegantes. Como eu, apesar da sua maneira de estar, gostava daquele corpo. Daquela excitação.
Sinto que estou prestes a atingir o clímax, cravo-lhe as unhas nos ombros enquanto cavalgo com mais empenho.

– Sabes que não podes fazer isso.

As minhas mão saíram de cima dos seus ombros e agarraram-se ao sofá. Solto um último e estridente grito antes de deixar cair o meu corpo sobre o dele. Ele respira fundo. Tenta recompor a sua respiração. Eu estou estatelada em cima do sofá ainda com a respiração meio ofegante enquanto que ele começa por tirar o preservativo, para depois agarrar no seu telemóvel.

– Bem, pequenina, tenho que me ir que daqui para a frente a patroa começa a desconfiar.

Fui apanhada de surpresa com aquela maneira de se despedir de mim, mas também não esperava outra coisa dele.

Mais uma vez que ele se vai… Busca prazer e satisfação comigo mas é no regaço dela que ele encontra o seu repouso.

Alexa

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